outubro 23, 2007
um brilhozinho nos olhos...
Filo estava feliz. "Minha querida, recebi a carta da Caixa Geral de Aposentações. No dia 2 entro na reforma!"
É certo que embirro com o patronizing minha querida, mas hoje perdoei-lhe. Filo era uma professora feliz!
Inês 12:58 AM | Linkou? (0)
agosto 04, 2007
eu ... ro ... pa
A Europa da gente é uma realidade, e é ao mesmo tempo uma visão, se não uma impossibilidade filosófica.
A nossa língua comum só pode ser o inglês. Sendo o inglês o canal de comunicação porém, a Alma é europeia. Falta-nos agarrar a nossa alma, conseguir descolá-la da subserviência americana.
'It is only with some difficulty that the circuits of national discourse join together to become communicating tubes in a common discourse that is pursued as their own by people from Poland to Portugal, and from Cyprus to Lapland.'
Inês 05:16 PM | Sim, diga: (5) | Linkou? (0)
e-learning
Fica mais fácil resolver os problemas ao reconhecer a sua existência. O silêncio pactua com a maldade do ser humano e estimula o seu crescimento.
Aprender a ver a maldade é meio caminho andado. E não há professor mais eficaz do que um jogo electrónico que encontrei no Pópulo
Inês 03:34 PM | Sim, diga: (1)
julho 30, 2007
forget-me-not
Inês 10:22 AM | Linkou? (0)
maio 15, 2007
reformada.com
Inês 04:37 PM | Sim, diga: (0) | Linkou? (0)
abril 10, 2007
Abril - Romeu & Julieta 2
O espectáculo que não vimos por causa de um minuto de silêncio
(R)evolução , um post com 3 anos, do Blog um bigo meu conta como foi em
6 de junho de 1968.
no coliseu dos recreios, a companhia de ballet XXe siècle apresentava o seu Romeu e Julieta. No fim do espectáculo, "o Coliseu vem abaixo. Os aplausos não cessam. (...) O público quer Béjart. Este aparece. Faz um sinal, levanta os braços, imperioso. Silêncio total. Com uma voz que se ouve em toda a sala: "Robert Kennedy foi assassinado... foi vítima da violência e do fascismo... (...) Como todos os que estão aqui esta noite, somos contra as ditaduras... peço um minuto de silêncio" (...) Durante 20 minutos a assistência aplaude freneticamente.", recorda o Diário de Lisboa, já em 1974. Umas horas depois, a PIDE ia buscar Béjart ao hotel. Meteu-o num carro blindado e deixou-o num pequeno posto fronteiriço espanhol, numa estrada deserta, às três da manhã. O caso foi abafado.
A blogosfera é muito menos volátil do que julgamos.
Inês 06:14 PM | Sim, diga: (7) | Linkou? (0)
Abril - Romeu & Julieta
Fomos a Lisboa munidos de bilhete para ver Maurice Béjard. Junho de 68.
Não houve espectáculo. Lembro-me vagamente, que os artistas não chegaram a sair do aeroporto. O espectáculo fora cancelado proibido.
Aqui está a confirmação possível:
«9/6/68. Expulsão do bailarino e coreógrafo francês Maurice Béjard. Publicar, na íntegra, obrigatoriamente, a nota do SNI sobre o caso Béjard. Não fazer comentários. Nota da Gulbenkian pode sair, mas sem comentários - CORTAR ter sido suspensa a recepção que a Gulbenkian oferecia, no Castelo de S. Jorge, aos artistas da Companhia de Béjard e do Royal Ballet. »
Cópia de Doc Log - Salazar e os coronéis , «Retirado de Os Segredos da Censura, por César Príncipe, ed. Caminho, 1979»
Inês 10:35 AM | Sim, diga: (0) | Linkou? (0)
abril 09, 2007
Abril - BBC
A censura e a restrição das liberdades civis praticadas pelo regime de António de Oliveira Salazar acabaram por contribuir para o crescendo de popularidade das transmissões em português da BBC.
extracto da biografia Fernando Pessa 1902 - 2002 in RTP
Inês 11:45 PM | Sim, diga: (0) | Linkou? (0)
Abril - a 20 escudos
«...a cumplicidade por inacção ou por omissão é quase tão grave como a dos cúmplices directos. Esta questão colocou-se-nos claramente, aos músicos resistentes ao fascismo, logo a seguir à breve "primavera marcelista" de 70-71, quando o governo passou a impor a censura prévia aos discos de canções (que até então só eram censurados após a edição, tal como os livros e outras publicações não periódicas). Que fazer?, discutíamos. O meu segundo álbum de canções, de parceria com o escritor Álvaro Guerra, Crónica, de 1972, nunca foi publicado porque eu não admiti os cortes que a censura lhe fez. E, como sabíamos "como se faz um disco", decidimos passar a fazer (também) discos clandestinos ou marginais. Foi o caso da Ronda do Soldadinho , de que conseguimos meter 2 ou 3 mil exemplares em Portugal, que se venderam a 20 escudos por baixo das mesas de café. Assim se tentou, mal que bem, assegurar a função social das canções em disco.»
excerto de O SILÊNCIO ENSURDECEDOR DOS
JORNALISTAS PORTUGUESES de José Mário Branco
(sublinhados meus)
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abril 08, 2007
um doce

Sei um ninho
e o ninho tem um ovo
e o ovo redondinho
tem lá dentro um passarinho novo
Miguel Torga
Inês 10:53 PM | Sim, diga: (4) | Linkou? (0)